domingo, 28 de novembro de 2010

Bem e Mal


"A defesa é natural, cada qual para o que nasce,cada qual com a sua classe,seus estilos de agradar.Um nasce para trabalhar,outro nasce para briga,outro vive de intriga,e outro de negociar.
Outro vive de enganar,o mundo só presta assim,é um bom, outro ruim,e eu não tenho jeito para dar.
Para acabar de completar,quem tem o mel, dá o mel,quem tem o fel, dá o fel e quem nada tem, nada dá"

( Sagrada escritura dos violeiros)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

make it happen...


Quem nunca, escreveu seu nome junto do de alguém numa folha de caderno ou até mesmo no boxe do banheiro? quem nunca ficou fazendo planos deitado na cama antes de dormir? quem nunca leu e releu um histórico de msn e lembrou como se fosse na hora? quem nunca viu uma foto e pensou como seria se estivesse lá? quem nunca precisou ouvir um elogio pra se sentir bem? quem nunca falou alguma coisa e se arrependeu depois? quem nunca teve um sonho perfeito e ficou puto de ter acordado? quem nunca ouviu uma música e lembrou de alguém? quem nunca olhou pro celular achando q era ele e era sua mãe? quem nunca ficou chateado por um motivo ridículo e prometeu que não iria mais gostar de quem te fez sofrer, mas foi em vão? quem nunca se iludiu? quem nunca teve vontade de sumir e só voltar quando tudo estivesse bem? quem nunca amou e não foi correspondido? quem nunca viu um filme de romance e quis ser feliz para sempre? Na vida tudo está sujeito a ACONTECER. '

sábado, 17 de outubro de 2009

Wellcome (?)


Bem vindo a sociedade espetáculo onde vc humano é só um simples figurante, onde vc tem uma vida mecanizada, onde o consumo e algo casual e deixa de ser necessário, onde a superficialidade domina causando relações desnecessárias, preconceito e futilidade, onde vivemos alienados pelo marketing de grandes impressas e esquecemos o valor real de tudo. Sem simplesmente questionar o que nos impõem virado robôs da sociedade usando nossa aparência como algo superior a qualquer outra qualidade. Bem vindo a o século 21.Bem vindo ao século que não existe crianças, que brincar de boneca e coisa do passado, onde so existe os status e a lista de caras que vc beijou na noite passada, onde nao existe mais amor verdadeiro somente atrasam sexual, onde curtir e beber ate cair, onde amizades não são pra sempre, pelo contrario duram meros períodos de tempo , onde o te amo virou coisa qualquer que se fala da boca pra fora e um pra sempre não dura mais que alguns meses. Onde vc querido e medíocre humano só esta aqui de passagem pra levar dessa vida o supérfluo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Silêncio


É estranho como não se fala sobre nosso silêncio interior.
Temos um misto de vergonha e medo, porque ele é inexplicável e acreditamos que o outro não nos vai entender, pois, mesmo que também o tenha, não admitirá.
Mas, chega o momento em que se aceita o silêncio como o destino final da jornada vivida e, amparado pela coragem, se entra nele e vive o silêncio como se tudo vivido antes fosse um ensaio para o que se viveria agora.
O silêncio total, o vasto silêncio de quando nos deixamos reconhecer, só chega quando nada mais pode atrapalhá-lo e ele, introspectivo, não sente temor de se mostrar e se assumir como realmente é.
Ocorre o medo de ter o desabrochar, despertado pelo silêncio, interrompido por algum som desavisado que se propaga no mundo exterior, mas não repercute em nosso interior.
E então o silêncio chega, aquele silêncio que, nas horas de maior ardor, imaginamos como o amante proibido e que se revela como nosso algoz, pois não chega para a troca de confidências e sim para nos fazer calar, enquanto aperta sem piedade nossas feridas.
Mas, o dia raiará novamente e o silêncio irá dormir, e sua passagem pela noite será apenas uma lembrança a espiá-lo pela fresta de uma memória sentida, do tempo passado em comunicação aterrorizadora consigo mesmo. E, nesse momento, o silêncio será mais um fantasma dentre tantos na vida.

sábado, 26 de setembro de 2009

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“A troca de olhar é a forma mais fundamental de compreensão e aceitação do outro”

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

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...estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quem ficar como que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio ‘lo que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior A isso prefiro chamar desorganização pois não quero não me confirmar no que vivi — na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro.

domingo, 13 de setembro de 2009

Laços de Familia-Clarice Lispector.


Uma das melhores obras da grande diva Clarice Lispector.


Trecho: "O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. Olhava-se compondo um ar excessivamente severo onde não faltava alguma admiração por si mesma. A filha observava divertida. Ninguém mais pode te amar senão eu, pensou a mulher rindo pelos olhos; e o peso da responsabilidade deu-lhe à boca um gosto de sangue. Como se "mãe e filha" fosse vida e repugnância. Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso."


Leiam não irão se arrepender